Olho dentro de seus olhos sem que percebam, noto a ansiedade em gestos , as “ fugas” em palavras, justificativas dentro de um momento ou instante que o seja e me recordo , anos muitos anos depois, de seus sorrisos em pura e genuína felicidade vestidas de branco sob a chuva de flores de laranjeiras, a busca pelo meu olhar para confirmar a plena felicidade da qual eu segui por longos anos a procura pelo melhor para si e daí construir sua família. Eu tinha a certeza das/dos profissionais que formara mas a delicadeza de esconder o desencanto por uniões embasadas em sonhos ou “ acordos”. Foram muitas e muitos. Foram noites insones a cabeceira de um ser humano , sempre atentas , sorvendo muitas vezes a “ criatividade e com credulidade as orientações “ e se , por lapsos de segundos as ou os surpreendia “ sonhando acordados” eram trazidos a realidade rápido como uma flecha e tome de “esporro”. Acatavam não sem antes cruzarem olhares de pura cumplicidade tipo: “ depois lhe conto” e estes eram plenos em sonhos e absolutos em certezas . A vida bateu forte através de uma onda dos cem anos ceifando vida ou a “ desconstrução “ de afagos, afetos e de lares . A estas alturas consigo ler o olhar fugidio, a palavra truncada e ao perceberem que, a mim nada escapa, a lágrima cai. Plenos em sabedoria ao lidar com o profissionalismo a eles e neles tentado ser “perfeitamente “ construído mas a tristeza se fez senhora em desalentos, os sonhos desfeitos, a realidade em ser mãe pai ou vice versa . Procuro, olhando-os a alma, anseios e vejo o lugar comum: onde se encontra a felicidade? Onde está Wally? Chego; após horas de escuta; interrupções frívolas, ausência de sentidos ou objetivas a conclusão de que após anos, muitos anos é hora, se faz hora de “ mais “esporros” e começo, ou tento: Já se questionaram se a procurada felicidade não está neste momento? De puro carinho, confraternização, um dia lindo, Rio em todo esplendor de beleza , um ótimo vinho branco português, uma deliciosa comida , um bate papo agradabilíssimo? Cristo Dio mais o que? Se se tratarem de problemas materiais aguardem para resolvê-los no dia, hora, minuto ou segundo que se apresentarem mas não é este o cerne ou cenário. Muito bem: Qual é o problema e o que o traz ? E sigamos a velha ladainha: a felicidade se faz em momentos. (Em um segundo se vive uma vida” ) Resta a nós decidirmos se neste devido momento vou ser, sentir ou estar feliz. Não , não definitivamente não, de forma alguma , depende de se ter “ alguém” mas sim “ algo”! Este “ algo” está em nós . Desde o raiar do sol ao anoitecer compete a você ser e se tornar feliz. Depois de muito tempo aprender a “ virar a página” , “fechar um livro” e/ ou “ encerrar capítulo “ vejam : é difícil ( como sei que o é!) mas é indubitavelmente elementar: só a nós compete . O “ é impossível ser feliz sozinho” de nosso poetinha está certo! Mas já pensaram que o impossível alentado ali e que óbvio sob a visão dele seria uma mulher ou homem ou atualmente sei lá quem, pode ser expandido e amplamente entendido que ler , ouvir música, procurar na música decifrar o francês, espanhol, inglês ou mesmo o português é um exercício diuturno de não estar e não ser sozinho ou(a)? O poetinha se refere , óbvio , a uma mulher . Aqui, qual das 8 conhecidas pelo público, que ele teve? Ele responderia todas, rs. Vamos então a Einstein e sua imortal ( até o momento, atenção ao até o momento!) sua equação da relatividade : é curta , simples e imensa em sua interpretação até os dias atuais , tragamos a nós : E= eu mc2, minha “ massa” ( meu corpo) e meu cérebro ( vejam dupliquem , elevem ao quadrado o cérebro!) levam a felicidade que , óbvio , é relativa! Vejamos: a troca, cumplicidade e serenidade em se ter alguém ao lado delícia , mas cara: e se não tiver? Vou ser infeliz o resto da vida? De novo, Cristo Dio! Não! é óbvio também que NÃO? Sinta momento a momento este trem bala lindo. Ouse sentir o perfume das flores , pense: as rosas exalam o perfume que roubam de ti. ( vem a relatividade : o ti posso ser eu!) Olhem o céu azul , um mar profundo, lembra um olhar? Lembra um lugar? Seu rosto amado? De alguém? Ou se for o seu? Sorria! Mesmo com coração partido sorria! Todos pensarão que és feliz! Não consegue se livrar da coca cola? Una um neurônio ao outro: estude as substâncias e entenda qual delas lhes traz a “ felicidade” em sorver e pelo amor de nem sei quem entendam de uma vez por todas: todos os chamados ou rotulados “ homens” têm dois cérebros: com o de de cima você dialoga, tem companheirismo, ajuda, afeto e são afeitos ao seu bem estar. Se assim se der , uhuuuuuuuu sorte sua! Porque, usualmente, “ o cérebro de baixo “ se empina aos peitinhos eretos de silicone ou não, e se for junto a “ bundinha” pronto problema existencial resolvido: não há mais sentido a relação , com filhos ou não. A insensatez que você fez ou faz, coração mais sem cuidado, preocupe não : peça perdão mas não creia que será perdoado se souber amar ou amou . Prevalece machismo, lógica feminista ou tudo quanto seja ista. Incluindo fetichista. Ora: vamos lá! Ponha um pouco de amor numa cadência e verá que o mundo vença e saiba que um samba é feito de oração! Porque se o samba nasceu lá na Bahia ele é branco na poesia e branco é a cor da paz. Ache a sua poesia! Em um sorriso de um rosto desconhecido, no cumprimento de um conhecido há anos longe, na felicidade em ser inteira ou ( o) , plenos em luz, saber, paz, amor ao próximo e pelo próximo. A relatividade de Einstein ensina! Coloque esta equação em vida! Ah! Não entende? A equação ou você? Estude! Bora lá procurar saber! Simples assim! Aqui: a felicidade até existe tá?

Não pare agora!

Não estacione sua alma em espaços onde não cabem seus sonhos.

Jamais!!!

Jamais estacione sua alma, ela precisa de movimento.

Jamais estacione seus sonhos, eles precisam de liberdade.

Jamais estacione sua esperança, ela precisa de espaço.

Jamais estacione sua alegria, ela precisa de ação.

Jamais se estacione onde não te cabe, não se contenha, não se permita ser contido.

Somos alma em evolução, somos o caminho que ensina, somos a luz que sempre vence a escuridão.

Jamais estacione!

Dra Roberta França

Medicina Geriátrica

Aos “ heróis “ anônimos

Conheço há 47 anos esta omissão , mesmo porque não é e nunca foi outorgado a nós méritos , reconhecimento .

Podemos ser “ colocados” ao lado de dois respeitabilíssimos profissionais: o goleiro (quando tem a tal mão de alface , faz uma defesa de um pênalti que outorga o título ao time e/ ou defende espetacularmente uma bola indefensável) , ao comandante de avião de carreira que diante das intempéries ou falha mecânica faz pouso emergencial em rio, mata, morro ou mar.

Assim somos nós : somos lembrados quando dizem: “ não resistiu a anestesia ou no famoso caso “ Clara Nunes” crucificados sem perguntar a capacitação técnica do colega em questão que é altíssima e que foi absolvido em TODOS os julgamentos e sabe-se o porquê aconteceu mas não foi dado ao conhecimento público, permanecendo o enorme poderio do vil metal.

Com todo o respeito e admiração a exímia competência dos cirurgiões ( não foi apenas um) na , agora, “ cirurgia em voga” faço os seguintes questionamentos:

1. O cirurgião FOI chamado mas quem estava a cabeceira do sr Jair literalmente MANTENDO a vida de um paciente que chegou em estado grave por hemorragia interna evitando que sua pressão arterial baixíssima se mantivesse por mais tempo que o PERMITIDO pois a consequência seriam: paraplegia( pressão baixa para irrigar a medula espinhal e nervos que controlam motricidade e sensações ) ou dano cerebral ( risco em se tornar “ vegetativo)

2. Quem estava presente NO hospital e rapidamente prestou os socorros iniciais e o levou imediatamente a mesa cirúrgica?

3. Eu sei o nome de vocês 3 e sei da capacidade técnica científica e sei também o que passaram a cabeceira de um ser humano e também sei que permanecerão anônimos porque se não tivesse este desfecho vocês estariam famosos com o tal: choque anafilático ou o “ não resistiu a anestesia “

4. A mídia está propagando que o doutor cirurgião recebeu ( já vi 327,00 e 250,00) e vocês?

Parabéns meus cumprimentos aos três e deixemos a glória a quem quiserem ( reitero respeito , exímia competência e precisão cirúrgica. )

Já estamos acostumados : NO SUCESSO de um procedimento nos recolhermos após cansativas horas de extremo stress ao lar e ao travesseiro com a consciência tranquila de ter prestado toda nossa habilidade e salvo um ser humano

Lembro de meu professor na primeira vez que o vi anestesiar alguém:

Lembre-se menina de quem está diante de você é um ser humano , a vida dele estará em suas mãos: mendigo, morador de rua , bandido, honesto, rico, pobre, cultos ou ignorantes , não importa : deste ser alguém depende e pode ser qualquer ser vivo: planta , animal , crianças ! Antes de lhe ensinar lembre-se disto : não importa glória , reconhecimento , aplausos mas sua consciência sim!

Faça o melhor por ele , sempre!

Traga-o , quantas vezes forem necessárias, de volta à vida !

Entendeu ?

Iniciemos o ensino!

Parabéns!

Sei o nome de cada um

Mas continuemos em nosso lindo , maravilhoso, magnífico anonimato com o adendo de que nem 40,00 por cada um não é mesmo?

Parabéns mais uma vez a magnífica excelência da medicina de Juiz de Fora, meus respeitos a todos: os enfermeiros, as instrumentadoras, as circulantes a uma equipe que honrou a delicia de sermos o que somos : ao dispor de quem de nós necessite!

Aceitem minha homenagem!

Tempo Rei

O dia a dia sempre exigiu uma performance de atleta de ponta . Não havia hora, lugar , trânsito , tiroteio que pudesse impedir chegar ao quinta d’or. Sempre foi , entre os particulares, o que me encantava ir atender. E tinha varias razões e eu “ praticamente” fazia a sutil tentativa de ficar por lá meio que tipo : as salas são enormes já notou? E os corredores?, poxa os quartos são imbatíveis em comodidade e se precisar de CTI já pensou? Quando despertar vai ver o museu imperial e a quinta da Boa Vista está verdinha , poxa sem erro operar e anestesiar aqui mesmo porque “ juntando tudo ali” tinha as escapulidas ao museu. Sempre via algo tão lindo , a preciosidade de sua arquitetura,as múmias sempre me impressionaram e se me via só ao lado de alguma tome de monologar tipo querendo mesmo saber de sua vida. Creio que só ali me interessava realmente pela “ vida alheia” eu queria saber como foi como e porque , onde esteve com quem, quando?

O silêncio era um companheiro fiel ( ainda bem) e Luzia?

Ah Luzia era encantadora em seus milhões de anos eu perguntava : era vaidosa? Você teve sorte : não havia cartão de crédito mas com certeza devia saber fazer barganha não?

Uma boa mulher deve saber barganhar tudo , diga-se de passagem. Eu a achava dotada da linda “ calma da ignorância” e ao mesmo tempo me policiava para não julgar . Ora sabia eu por acaso o que se passou com ela?

Saía correndo para voltar ao hospital extasiada com a beleza do passado, a opulência de reinados ou a tênue certeza de que deveria ler mais sobre este ou aquele objeto, ser, espaço ou escritos . Tempo escasso . Tempo rei .

Os dias eram assim.

Sete de setembro chegando. A delícia de um feriado prolongado. O peito apertado. Incertezas quanto a tudo que se chame país e absurda quanto se refira a paz.

Não a pessoal, sequer de pessoas. Um sete de setembro revestido de luto , um passado perdido. Creio que coroa o perdido de nós e em nós . Há tempos a boca não amarga tanto, a angústia não incomodava tanto e a tristeza se faz senhora .

O óbvio seria uma comemoração . Mas, comemorar o quê? Independência de que?

Onde se situa nossa independência agora?

Saúde? Com pais em país relapso a enorme percentual de crianças não vacinadas a doenças que estavam erradicadas e ou prevenidas.

Educação? Exemplos sórdidos de geração criada livre ,leve , solta enrolada em uma bandeira lá na longínqua Rússia colocando caixa de som e som a toda altura indiferentes a regras e regulamentos em cada lugar que passaram? E quando questionados ou educadamente lembrados apontavam para a bandeira tipo: aqui tudo é permitido , possível e passível! Virou meme em rede nacional naquele local. Como vira em todos por onde passam .

Segurança? Pessoas sitiadas cujas residências se transformaram em bunkers .

Sanitarismo básico? Ainda a procura dentro, e entre 5 séculos de existência se é que possamos chamar existência algo por aqui.

Ministros sucessivos da Saúde: cassados pelos conselhos de classe ou não médicos mas dono de planos de saúde , ministro de educação sem nenhuma qualificação técnico científica para gerir a própria quiçá de um país . Resultante degradação intencional das escolas públicas e universidades também, hospitais idem e a proliferação do ensino médico particular , uma fonte inesgotável de riqueza e lavagem de dinheiro. Escolas públicas geridas pelo esforço da vocação e amarradas nas regras da deseducação intencional . Enormidade de particulares , caríssimas.

Ver um monte de “ pelados” na Times Square” pedindo que um senhor probo, palestrante internacional, doutor honoris causa seja o presidente deste país .

É , melhor tomar uma e aguentar “ o chifre no asfalto” ou a mulher que presta seja aquela que “o copo está na mão” e melhor rir porque “ pai paga a faculdade; mas eu gosto é de beber no posto de gasolina”

Renato Russo: ainda sem resposta a sua pergunta , meu filho: que país é este?

Tomara que ninguém se perturbe a ler, uma vez que está longo intencionalmente porque vão surgir coisas tipo: o Bolsonaro vai dar jeito em tudo . Como Collor ia, FH e o Lula? Nossa este então vindo das “ massas” !

Bom feriado a todos!

Finalmente: Independência ou morte !

Mais?

Sólo el que vive bien los agostos, es merecedor de la primavera. Lo recuerdo bien. Fue cuando Julio se fue, que un viento helado e insulso, que arrastraba todavía las hojas abandonadas por el otoño, me dijo algunas verdades. Me convenció de que el cielo empezaría a metamorfosearse de rojo. Que el polvillo que levanta el viento enseña que las cosas no siempre permanecen en el mismo lugar y que, al final, hay que entender que sólo se asienta cuando los remolinos se van. Fue cuando Julio se fue que mi soledad me invitó a una conversación conmigo mismo. Y me habló de tiempos de esperas. Y me dijo que el ruido de los árboles tenía algo para decir sobre la aceptación. Y yo me quedé pensando, cómo es que ellos, los árboles, aceptan las estaciones al punto que, si los estremecen, también le florecen los brotes. Pero todo a su tiempo. Fue en agosto que descubrí que los perros locos son los gritos que no lanzamos al viento. Son los estremecimientos particulares que nuestra rigidez de certezas no nos permite encarar. El mes de agosto tiene mucho para enseñar. Porque agosto es un mes jardinero. Es dentro de él, cuna del invierno, donde las semillas duermen. Aguardan su tiempo de brotar. Agosto es guardador de buenas nuevas, preparador de flores. Agosto es cuando Dios permite a la naturaleza traducir visiblemente el tiempo de las mutaciones. Mute, dice agosto en su mensaje de semillas. Acepte, dice agosto, como el viento frio que levanta el polvillo y enrojece el cielo. Comparta, dice agosto, abrigos, sopas calentitas, cafés con chocolate, abrazos apretados –ellos también abrigan el alma y anidan el cuerpo-. Distribuya sus afectos. El invierno es acogimiento, es tiempo de preparar septiembre. Y, de septiembre, ya sabemos qué esperar… la explosión de colores que en sus más variados nombres vienen en forma de flores. Apreciemos agosto, lo recibamos con el feliz espanto de quien desafía vientos. Que desarregle y esparza las hojas, que levante los polvillos al aire. Acepte las esperas, pero vaya colocando las macetas en la ventana. Sólo quien vive bien los agostos es merecedor de la primavera. Myrian Lucy Rezende. Escritora. Educadora Infantil.