Sanguessugas do Rio de Janeiro

Esperei pela quietude da noite ainda fria aqui e do último dia de novembro de 2017 para ter certeza de que fazem dois anos que os servidores do estado do Rio de Janeiro sem terem tido nenhum comunicado oficial , fossem postos a prova vamos denomina-la de ” resistência” aos desatinos oníricos advindos das gestões deste estado e que assim nos mantém: a procura de nossos sonhos, isto para digamos ser poética , ou melhor ousar se-lo. A verdadeira situação da maioria de nós é tão cruel que seria necessário cooptar testemunhos para que os distantes ” se convençam ” de que nestes dois anos os problemas mentais surgiram em muitos, a ruptura de padrões de qualidade de vida estabelecidos por anos muitos anos de muito trabalho em particular na saúde noites e noites adentro, foram impostas a famílias em toda a amplitude de sua formação, a fome instalada a muitos os levou a asilos, abrigos ou a se tornarem moradores de rua. Professores com cartazes nas ruas pedindo emprego e todos os dias aqui nesta rede social o pedido pela regularização com a justificativa mais óbvia: todos têm contas a pagar. Deixamos nós , os quase ou mais de 70000 funcionários de todos os escalões , de ter sonhos ou melhor passamos ( a grande maioria) a te-los como: garantir o básico, o fundamental. São dois anos convivendo através de todas as formas de comunicação com pessoas próximas e a pujante realidade mórbida de necessidades básicas tendo de ser postergadas. O despejo para uns, o abrigo para outros, a rua para muitos. E a visão de um governador saindo do palácio da Guanabara as 17:48 de uma quinta com cinco azeras blindados , pretos a espera suponho para não saber em qual se encontra e o caminho para seu descanso aberto por 4 batedores. Todos que transitam pela rua que falo sabem que a esta hora é impossível não estar congestionada e por isto deu para acompanhar o cortejo riquíssimo do governador do estado falido por várias pessoas encabeçadas por um ” vendedor de ilusões” presidente da ALERJ em tempos em que posava de ” o político mais honesto” que o RJ viu em sua história e depois o seguinte e mais outro e outro. Eles me lembram a terapia que data de mais de 2500 anos com as sanguessugas e que funcionava só que eles retiraram nosso sangue sem nenhum benefício como o fazem elas. Fizeram pior : ceifaram sonhos. Muitos deles .Dos mais simples aos mais reais. Sim existem os sonhos reais : eles estão em nossas mãos e nos são retirados , ceifados seria um termo mais conveniente. Dois longos anos e a necessidade de encerrar o texto com a desilusão de que venha a ser corrigida e não camuflada como até agora a visão de bombeiros atravessando a ponte rio -niteroi não porque estivessem em socorro a um acidente mas sim se socorrendo do acidente que lhes impuseram: guardando o dinheiro da passagem de ônibus para alimentar os filhos. Reitero que sonhar grande ou pequeno ocupa o mesmo número de neurônios, neurotransmissores e áreas cerebrais mas agora apesar de toda a evidência secular anatômica sonhemos com , no mínimo, dignidade a manter. Esperei pela quietude da noite ainda fria aqui e do último dia de novembro de 2017 para ter certeza de que fazem dois anos que os servidores do estado do Rio de Janeiro sem terem tido nenhum comunicado oficial , fossem postos a prova vamos denomina-la de ” resistência” aos desatinos oníricos advindos das gestões deste estado e que assim nos mantém: a procura de nossos sonhos, isto para digamos ser poética , ou melhor ousar se-lo. A verdadeira situação da maioria de nós é tão cruel que seria necessário cooptar testemunhos para que os distantes ” se convençam ” de que nestes dois anos os problemas mentais surgiram em muitos, a ruptura de padrões de qualidade de vida estabelecidos por anos muitos anos de muito trabalho em particular na saúde noites e noites adentro, foram impostas a famílias em toda a amplitude de sua formação, a fome instalada a muitos os levou a asilos, abrigos ou a se tornarem moradores de rua. Professores com cartazes nas ruas pedindo emprego e todos os dias aqui nesta rede social o pedido pela regularização com a justificativa mais óbvia: todos têm contas a pagar. Deixamos nós , os quase ou mais de 70000 funcionários de todos os escalões , de ter sonhos ou melhor passamos ( a grande maioria) a te-los como: garantir o básico, o fundamental. São dois anos convivendo através de todas as formas de comunicação com pessoas próximas e a pujante realidade mórbida de necessidades básicas tendo de ser postergadas. O despejo para uns, o abrigo para outros, a rua para muitos. E a visão de um governador saindo do palácio da Guanabara as 17:48 de uma quinta com cinco azeras blindados , pretos a espera suponho para não saber em qual se encontra e o caminho para seu descanso aberto por 4 batedores. Todos que transitam pela rua que falo sabem que a esta hora é impossível não estar congestionada e por isto deu para acompanhar o cortejo riquíssimo do governador do estado falido por várias pessoas encabeçadas por um ” vendedor de ilusões” presidente da ALERJ em tempos em que posava de ” o político mais honesto” que o RJ viu em sua história e depois o seguinte e mais outro e outro. Eles me lembram a terapia que data de mais de 2500 anos com as sanguessugas e que funcionava só que eles retiraram nosso sangue sem nenhum benefício como o fazem elas. Fizeram pior : ceifaram sonhos. Muitos deles .Dos mais simples aos mais reais. Sim existem os sonhos reais : eles estão em nossas mãos e nos são retirados , ceifados seria um termo mais conveniente. Dois longos anos e a necessidade de encerrar o texto com a desilusão de que venha a ser corrigida e não camuflada como até agora a visão de bombeiros atravessando a ponte rio -niteroi não porque estivessem em socorro a um acidente mas sim se socorrendo do acidente que lhes impuseram: guardando o dinheiro da passagem de ônibus para alimentar os filhos. Reitero que sonhar grande ou pequeno ocupa o mesmo número de neurônios, neurotransmissores e áreas cerebrais mas agora apesar de toda a evidência secular anatômica sonhemos com , no mínimo, dignidade a manter.

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Autor: betaniasemh

Professora universitária pela UERJ e médica do Hospital Federal Cardoso Fontes/ Rio de Janeiro duração : 35 anos aposentada 65 anos. Solteira, sem filhos. Viagens, arte, música e escrever são minhas predileções atuais não deixando de forma alguma a medicina agora como um fator de ajuda a necessitados. A paixão por escrever sobre os mais variados assuntos me moveu até aqui.( Ler é vestir a alma, escrever é despi-la) Resido atualmente na região serrana do estado do Espírito Santo na cidade de Santa Teresa colonização italiana e alemã.

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