Desencontros

Ouvi a seguinte expressão na novela “ eu não sabia o que era amor” quando me casei muito nova, só soube quando tive meu filho em meus braços. O tempo que passou remontando a bisas e avós durou uma eternidade para muitas de nós ,mulheres. Os conceitos, costumes, os chamados bons costumes, a devoção a figura e respeito posto ou imposto ao homem, a figura masculina. Até agora em pleno século XXI vejo a renúncia a vida estampada em rostos lindos em prol de manter uma família . Não, não condeno, ora quem sou para? Mas dói! Dói escutar e ler a dor do olhar . -Já tentaram escutar e ler a dor? É talvez pior que senti-la . Escuta-la é vê-la no semblante de uma matriarca que tenta a todo custo passar a uma comunidade que “ está tudo muito bem “ com ela e a família e o que vemos são pessoas rasgadas em si, dentro de si, debatendo-se perdidas em seu labirinto mesclado de falsos pudores, crenças e profunda solidão . Escutar a dor é olhar os olhos límpidos que transmitem a quem lhes parece um farol aos navios , um pedido surdo, mudo e cego de socorro . Desta forma, escutando tentamos mostrar que só depende de si mesma deixar que seu trato intestinal, das aftas frequentes na boca ao estômago que grita por socorro, mudar, transformar, arrancar as convenções, enfrentar os tribunais e ser livre e libertar aos que mantém acorrentados . Fogem. Posso estar certa e com certeza estou mas não, não convém a mudança . Melhor esperar que a vida se vá cuidando das plantas , procurando outros afazeres e empinando o nariz para manter aparências  Creio ser mais uma pessoa que como no início não conheceu o amor ,o amor até mais que a um filho, a si própria ou próprio. Este é o amor maior a ser conseguido Chavão?  É sim. Mas como tem gente perdida por aí em laços tênues , corroídos , enferrujados e dizendo ser por amor  Será? By Betania Dalcolmo Ouvi a seguinte expressão na novela “ eu não sabia o que era amor” quando me casei muito nova, só soube quando tive meu filho em meus braços. O tempo que passou remontando a bisas e avós durou uma eternidade para muitas de nós ,mulheres. Os conceitos, costumes, os chamados bons costumes, a devoção a figura e respeito posto ou imposto ao homem, a figura masculina. Até agora em pleno século XXI vejo a renúncia a vida estampada em rostos lindos em prol de manter uma família . Não, não condeno, ora quem sou para? Mas dói! Dói escutar e ler a dor do olhar . -Já tentaram escutar e ler a dor? É talvez pior que senti-la . Escuta-la é vê-la no semblante de uma matriarca que tenta a todo custo passar a uma comunidade que “ está tudo muito bem “ com ela e a família e o que vemos são pessoas rasgadas em si, dentro de si, debatendo-se perdidas em seu labirinto mesclado de falsos pudores, crenças e profunda solidão . Escutar a dor é olhar os olhos límpidos que transmitem a quem lhes parece um farol aos navios , um pedido surdo, mudo e cego de socorro . Desta forma, escutando tentamos mostrar que só depende de si mesma deixar que seu trato intestinal, das aftas frequentes na boca ao estômago que grita por socorro, mudar, transformar, arrancar as convenções, enfrentar os tribunais e ser livre e libertar aos que mantém acorrentados . Fogem. Posso estar certa e com certeza estou mas não, não convém a mudança . Melhor esperar que a vida se vá cuidando das plantas , procurando outros afazeres e empinando o nariz para manter aparências  Creio ser mais uma pessoa que como no início não conheceu o amor ,o amor até mais que a um filho, a si própria ou próprio. Este é o amor maior a ser conseguido Chavão?  É sim. Mas como tem gente perdida por aí em laços tênues , corroídos , enferrujados e dizendo ser por amor  Será? By Betania Dalcolmo

Autor: betaniasemh

Professora universitária pela UERJ e médica do Hospital Federal Cardoso Fontes/ Rio de Janeiro duração : 35 anos aposentada 65 anos. Solteira, sem filhos. Viagens, arte, música e escrever são minhas predileções atuais não deixando de forma alguma a medicina agora como um fator de ajuda a necessitados. A paixão por escrever sobre os mais variados assuntos me moveu até aqui.( Ler é vestir a alma, escrever é despi-la) Resido atualmente na região serrana do estado do Espírito Santo na cidade de Santa Teresa colonização italiana e alemã.

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