Persistir?

Persistir, inquieta-me este verbo .Pessoa cita dentre seus inúmeros poemas e heteronimos a frase – A persistência confusa Persiste-se se confuso? Não serão sinônimos, irmanados , coesos e inseparáveis a persistência em algo como a meta, o foco, a ambição . De repente vem a mente que ele possa ter razão pode-se persistir confusamente em um sonho. Sim aí se coaduna com um poema e com um poeta . Se nos depararmos com sonhos que envolvam um relacionamento idealizado como ideal ( e que não existe) ou a fuga de uma realidade doentia e doída há anos( mas falta coragem) ou que ganhando na loteria poderemos ofertar tudo a nós mesmos e ao objeto ou abjeto de nossa mira ou paixão ( ilusionismo. A meta pode querer apenas o essencial e este é invisível aos olhos ( gracinha nosso Principezinho). Ah! Uma promoção ! Um agrado ao órgão mais sensível do corpo humano: bolso ( não creio , porque foge aos poemas e poetas, volta ao vulgar cotidiano) Creio então ou penso me certificar que persistir confuso seja persistir em uma realidade que todos nós mostram ser irracional mas que nos foge ao alcance de nossa míope visão: somos teimosos! Faz-se mister persistir confuso ou não . Mas é o restante da frase de Pessoa? Da minha subjetividade objetiva. É gênio não? Olhe a imensurável variante desta assertiva! Eu me coloco subjetiva para alcançar o objetivo? ( Óbvio demais)Teremos , a maioria de nós , de sermos atores ou atrizes para tentarmos ser subjetivos em um mundo em que os sentimentos se liquefazem com a rapidez das redes sociais ou a ” fofoca” recém espalhada. Prefiro ainda crer, se opção tivesse que seria ser subjetiva , dissimulando sentimentos fortes, pujantes, eternos e eternizados para alcançar a objetividade inerente a cada um de nós: estar bem, ser importante a alguém algo ou causa e a auto análise onde descobrimos que realmente o essencial se torna e é invisível aos olhos de outro ou outrem. Nós é essencial que nos vejamos e principalmente que nos aceitemos persuadindo na procura e no encontro do maior bem de um ser humano digno de ser visto : a realidade de nós e em nós! ( O culpado foi o wine tá?)

Autor: betaniasemh

Professora universitária pela UERJ e médica do Hospital Federal Cardoso Fontes/ Rio de Janeiro duração : 35 anos aposentada 65 anos. Solteira, sem filhos. Viagens, arte, música e escrever são minhas predileções atuais não deixando de forma alguma a medicina agora como um fator de ajuda a necessitados. A paixão por escrever sobre os mais variados assuntos me moveu até aqui.( Ler é vestir a alma, escrever é despi-la) Resido atualmente na região serrana do estado do Espírito Santo na cidade de Santa Teresa colonização italiana e alemã.

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