Um encanto em canto qualquer

O encanto veio em não ser comum. Ser comum creio ser mais amiúde e sincero dentre uma ampla gama da população mas confesso não ter paciência para o comum . Pior que estou ,obrigatoriamente , tendo de conviver com ” ser comum” . Confesso que se não me esforçar e forçar isto em mim vou ficar isolada como o ” garoto da bolha” que ali vive por não ter imunidade as mínimas ou corriqueiras doenças da espécie humana. Até quando ou quanto me forçar e reitero esforçar ou aguentar não consigo dimensionar.

Não, de forma alguma seria considerar-se ” melhor, mais sagaz, inteligente” que outrem. Não é por aí . É antecipar fatos, pensamentos, ocorrências , sentimentos e ausências maquiavélicas de outro ou de outros que peremptoriamente insistem em negar fatos passados, presentes e principalmente futuros.

Esta é indubitavelmente a pior sensação e a única certeza que ouso colher e sem opções, escolher.

Acima de mim ou entre nós o encanto se desfez pelo ” canto” que se deu em conclusões aliadas ao pensamento cotidiano. O que não se permite ousar e muito mas muito menos arriscar. A consideração e a incólume certeza ou a pseudo aliada ” deixá-la se esvaindo em elocubrações enquanto vivenciamos o dia a dia” se torna a forma mais comum em se tornar e continuar comumente e assim levar a todos que os cercam falando, agora teclando, exatamente o que querem ” ouvir” , fazê-los sentir o óbvio ululante das assertivas falsas mas fidedignas ao que querem ou ” suportam” ouvir e os deixar seguir as emoções .

O entendimento é difícil e dá margem a dubiedade.

Mas foi uma ” delícia” ver que o encanto ficou em um canto em que o ” cio da terra ” ou de ambos ou da maioria tenta produzir o pão sem colher com as mãos o milagre do pão .

A colheita fica a cargo de mentes não ” lúcidas” porém ” translúcidas” e em sendo assim o caminho continua comum e tem o encanto ” temporário ‘ aos que têm a lucidez e a acham mais que divina para ser, estar e sonhar .

Forjar o pão , recolher cada bago do trigo deixem para mentes intempéries as quais o fazem, mostram e se diluem na fluidez de achar que merecem mas que não são e nunca serão ” lugar comum” destinadas a mediocridade onírica de seus pensamentos e sentimentos enquanto o comum se faz feliz , sem dúvida eterno enquanto dure.

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Autor: betaniasemh

Professora universitária pela UERJ e médica do Hospital Federal Cardoso Fontes/ Rio de Janeiro duração : 35 anos aposentada 65 anos. Solteira, sem filhos. Viagens, arte, música e escrever são minhas predileções atuais não deixando de forma alguma a medicina agora como um fator de ajuda a necessitados. A paixão por escrever sobre os mais variados assuntos me moveu até aqui.( Ler é vestir a alma, escrever é despi-la) Resido atualmente na região serrana do estado do Espírito Santo na cidade de Santa Teresa colonização italiana e alemã.

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