A utópica vitória

Em flashes acompanhei o carnaval. Inacreditável ou extremamente irreconhecível o Rio que vivi e do qual me considero parte . Crianças e seus incompreensíveis ” achados de balas perdidas”. Turistas e sua busca pelo conhecimento do ” povo mais alegre do planeta” em filas em delegacias para registrar latrocínios ou roubos e a visão de seus corpos ” mutilados” pela total irresponsabilidade de um dos direitos inerente a população : a segurança . Autoridades fugidias e fugidas de sua responsabilidade mais elementar: a garantia de uma festividade em paz. O governador no interior e o prefeito no exterior. E a nós , os impostos, cada vez mais caros em lhes garantir a ” sua paz”. É um país de metencaptos. Ao Rio não resta mais nada a não ser a sorte de sair e voltar com vida para sua casa e seu refúgio . Em “flashes” acompanhei os desfiles das escolas de samba sem mais uma vez entender a reunião de 3000 ou 4000 pessoas envoltas no ofício quase abismal e devoto fiel de defender sua agremiação seja com fantasia leve ou pesada mas a escola é e tem de ser campeã em todos os quesitos e para o que e o qual não fazem e não têm limitações . Volto a revolta de não os ver (a multidão reunida) defendendo causas básicas como educação e saúde mas me surpreendo ao ver um desfile de uma das mais consideradas agremiações mostrar ao país e ao mundo a realidade atual de um Rio que se perdeu em domínio de drogas e poder paralelo de tráfico, bicho ou qualquer ” mera ” contravenção em pleno carnaval.

Devo dizer que lava a alma e os nossos honrados bons costumes mas continuo questionando: o patrono da escola campeã é um corrupto conhecido envolto em cerca de 48 inquéritos de contravenção e o enredo comum ao Brasil atual; corrupção, lavagem de dinheiro, compra de favores, esquecimento de deveres e mais que óbvio inquéritos devidamente ” arquivados” por quem?

Por qual poder? Simples como 2 + 2: Supremo Tribunal Federal. Outro ministro, não o atual laxante da vez, mas outro que já se aposentou com as benesses inerentes aos supremos poderes: executivo, legislativo e o tal supremo.

Beija flor, valeu , mas sem examinar suas entranhas a sensação de todo um povo que consiga ainda neste país ligar pelo menos um neurônio com outro continua apesar da ” polidez” na abordagem a ser : somos uns imbecis manipulados a bel prazer e vontade de personagens que ‘ vomitam supremacia” incluindo a iludir um país do qual a Sapucaí valeu, no quesito denúncia .

Não. Não o fez.

As entranhas são podres como tudo que denunciou ou mostrou.

Torpe fantasia a de ilusionismo.

Nem esta serve mais a propósito a nós ou para nós

Sorry

Autor: betaniasemh

Professora universitária pela UERJ e médica do Hospital Federal Cardoso Fontes/ Rio de Janeiro duração : 35 anos aposentada 65 anos. Solteira, sem filhos. Viagens, arte, música e escrever são minhas predileções atuais não deixando de forma alguma a medicina agora como um fator de ajuda a necessitados. A paixão por escrever sobre os mais variados assuntos me moveu até aqui.( Ler é vestir a alma, escrever é despi-la) Resido atualmente na região serrana do estado do Espírito Santo na cidade de Santa Teresa colonização italiana e alemã.

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